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Title:
STRUCTURAL ARRANGEMENT OF UPPERS ON SANDALS
Document Type and Number:
WIPO Patent Application WO/2019/153063
Kind Code:
A1
Abstract:
The utility model relates to a structural arrangement for attaching flexible uppers to sandals such as flip-flops, consisting of an upper (2) comprising three longitudinal straps (7, 8 and 9) provided with, in the most distal regions thereof, an upper protuberance (10) in contact with an upper surface (5) of a sole (1), a lower protuberance (11) in contact with a lower surface (6) of said sole (1), and a hollow space (12) that passes through cavities (4) in the sole (1) and receives a stopper (3) made of a rigid plastic, said stopper having both a region with a smaller diameter (13) and a region with a larger diameter (14), the latter covering the lower recess (11) of the most distal end of the upper (2), as well as a central hole (15) that connects the inside of the hollow space to the outside environment.

Inventors:
SIMON PETER (US)
Application Number:
BR2019/050035
Publication Date:
August 15, 2019
Filing Date:
February 07, 2019
Export Citation:
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Assignee:
SIMON PETER (US)
TESS IND E COMERCIO LTDA (BR)
International Classes:
A47B3/10; A47B3/12
Domestic Patent References:
WO2010058262A22010-05-27
Foreign References:
BRPI0604324A2008-06-10
BR202012019252U22015-02-03
US20170135436A12017-05-18
BRPI1000911A22012-01-17
CN102595948A2012-07-18
FR2874794A12006-03-10
BRPI0600995A2007-11-27
BRPI1000911A22012-01-17
BR6801346U1990-02-13
BRPI0604324A2008-06-10
BRPI0921316A22019-09-24
Attorney, Agent or Firm:
MURTA GOYANES ADVOGADOS (BR)
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Claims:
RE IVINDICAÇÃO

1. DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA DE CABEDAIS EM SANDÁLIAS caracterizada por compreender um cabedal flexível (2) que consiste em um tira longitudinal principal (7) e duas tiras longitudinais laterais (8 e 9) partindo dela, tiras essas compreendendo, em suas regiões mais distais, uma protuberância superior (10) que fica em contato com a superfície superior (5) de uma sola flexível (1), uma protuberância inferior (11) que fica em contato com a superfície inferior (6) da mesma sola flexível (1) e um espaço oco (12), que passa por cavidades (4) na sola flexível (1) e recebe, em seu interior, uma região de menor diâmetro (13) de uma pipeta (3) de plástico rígido, pipeta esta que ainda possui uma região de maior diâmetro (14) que recobre a protuberância inferior (11) da extremidade mais distai do cabedal (2), bem como um furo central (15) que liga o interior do espaço oco ao meio externo.

Description:
Relatório Descritivo de Patente de Modelo de Utilidade para "DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA DE CABEDAIS EM SANDÁLIAS"

Setor Técnico do Modelo de Utilidade

[0001] O presente modelo de utilidade se refere a uma disposição construtiva para fixação de cabedais em solas flexíveis de sandálias, mais especificamente a um mecanismo de encaixe duplo de cabedais em solas flexíveis de sandálias de dedo (chinelos flip-flop) .

Estado da Técnica

[0002] Sandálias do tipo chinelo {flip-flop) , comumente chamadas de chinelo de dedo, apresentam uma construção convencional constituída de um cabedal contendo uma tira longitudinal cilíndrica central que se fixa à sola entre o primeiro dedo dos pés (hálux) e o segundo dedo, enquanto duas outras tiras longitudinais cilíndricas se estendem lateralmente a partir da tira central, envolvendo os pés do usuário, e se fixando em ambas as laterais da sandália. Alguns modelos podem apresentar diferenciação nos locais de fixação das tiras do cabedal, mas a estrutura de envolvimento dos pés do usuário permanece fundamentalmente a mesma.

[0003] Essa construção permite que, diante de movimentação como caminhar, a sandália permaneça aderida aos pés do usuário, mantendo uma força de tração do cabedal entre o peito do pé do usuário e a sola da sandália. Dessa forma, os maiores atritos e desgastes provocados pelo movimento se concentram no peito do pé do usuário - acarretando a fabricação de cabedais em materiais emborrachados e flexíveis, de forma a diminuir o atrito e irritação com a pele humana - e nos três pontos de encaixe do cabedal à sola da sandália, nomeadamente entre o hálux e o segundo dedo e em ambas as laterais dos pés.

[0004] O problema existente com essa concepção é que sua construção é frágil quando o movimento do usuário é intenso. Diante de uma corrida, por exemplo, a tração apresentada nos três pontos de fixação à sola é demasiadamente alta, provocando ou o desencaixe do cabedal da sola - situação em que o usuário precisa parar e encaixar novamente o mesmo, forçando a entrada e tornando a estrutura como um todo ainda mais frágil - ou ainda danificando permanentemente a estrutura - seja pelo dano à sola que rasga e não pode mais fixar apropriadamente o cabedal ou pela partição do cabedal, que não apresenta mais uma ou mais das três estruturas de fixação à sola da sandália.

[0005] Diante desse problema, algumas soluções foram propostas e são vistas no estado da técnica. O documento PI

1000911-6 descreve um dispositivo de fixação de um cabedal ao solado de um calçado do tipo chinelo de dedo, onde o cabedal possui uma projeção de engate plástica com extremidade em forma cónica e eixo cilíndrico de diâmetro inferior à base do cone. Essa construtividade permite fácil introdução do cabedal à sola, enquanto dificulta sua remoção. Contudo, uma projeção cónica das extremidades de encaixe não oferece maior resistência à tração promovida por movimentos intensos e tal construtividade continua sendo frágil em ditas situações .

[0006] O documento MU 6801346 descreve o problema da fragilidade do mecanismo de fixação do cabedal à sola de sandálias do tipo chinelo de dedo e apresenta uma solução simples: a duplicação das estruturas de fixação das tiras longitudinais laterais do cabedal. Assim, o cabedal passa a apresentar cinco estruturas de fixação, sendo uma entre o hálux e o segundo dedo e duas em cada lateral do pé do usuário. Para aumentar a resistência do cabedal à movimentação intensa, porém, são necessárias duas estruturas de fixação em cada tira longitudinal lateral do cabedal, e os mesmos precisam ser mais largos, para obter uma superfície de contato maior e, consequentemente, gerar atrito com o peito do pé do usuário. Entretanto, o problema com essa concepção é que, diante de movimentos intensos prolongados, o usuário sente desconforto e incómodo devido aos cabedais mais largos e ao número excessivo de estruturas de fixação. [0007] O documento PI 0604324-0 apresenta uma estrutura de encaixe do cabedal à sola de sandálias do tipo chinelo de dedo com buchas roscadas contendo uma substância adesiva, onde componentes terminais de fixação são rosqueados. Tal construtividade , além de apresentar maior custo de produção do cabedal, devido à estrutura rosqueada, e de uma substância adesiva, não oferece maior resistência ao conjunto. De certa forma, é possível afirmar que o problema com tal construtividade é a diminuição da resistência do conjunto a longo prazo, devido ao desgaste natural das peças integrantes durante os processos contínuos de troca dos cabedais.

[0008] O documento PI 0921316-3 apresenta um duplo sistema de fixação do cabedal à sola em uma única estrutura, mantendo uma região de fixação na parte inferior da sola (em contato com o solo) e uma na parte superior. Ambas as estruturas são mantidas através de diferença de diâmetro do elemento fixador em relação ao orifício onde dito elemento é encaixado na sola. O problema com essa construtividade é a dificuldade de manter os elementos fixadores conectados entre si. Dessa forma a fixação ao pé do usuário é relativamente fraca, uma vez que o peito do pé não é adequadamente envolvido, possibilitando a saída da sandália inteira do pé do usuário em movimentos intensos. [0009] Diante das anterioridades apresentadas e dos problemas mencionados, o presente modelo de utilidade apresenta uma disposição construtiva de sandália do tipo chinelo de dedo, onde o cabedal se mantém firme em contato com o peito do pé do usuário e apresenta estruturas de fixação à sola, permitindo que o cabedal fique firmemente aderido à mesma e proporcionando ao usuário a realização de movimentos intensos, tais como corridas, sem o desprendimento do cabedal ou a salda da sandália do seu pé.

Objetivos do Modelo de Utilidade

[0010] Um dos objetivos do presente modelo de utilidade é fornecer uma disposição construtiva para fixação de cabedal à sola de sandálias do tipo chinelo de dedo de forma a garantir que o cabedal não se solte durante movimentos intensos do usuário.

[0011] Outro objetivo do presente modelo de utilidade é proporcionar um cabedal para sandálias do tipo chinelo de dedo que se adeqúem confortável e firmemente ao peito do pé do usuário sem que se solte durante movimentos intensos .

[0012] Um terceiro objetivo do presente modelo de utilidade é proporcionar um mecanismo de fixação de cabedal à sola de sandálias do tipo chinelo de dedo que seja funcional e de fácil produção. [0013] O presente modelo de utilidade permite a construção prática e sem custos extras de uma sandália do tipo chinelo de dedo que se mantém em firme contato com o peito do pé do usuário e apresente estruturas de fixação à sola que mantém o cabedal firmemente aderido à mesma, podendo o usuário fazer movimentos intensos, tais como corridas, sem a preocupação do desprendimento do cabedal ou da salda da sandália do seu pé.

Sumário do modelo de utilidade

[0014] Os objetivos do presente modelo de utilidade são alcançados através de uma disposição construtiva de encaixe duplo, onde as tiras do cabedal (contendo espaços ocos nas suas extremidades), transpassam a superfície superior da sola flexível da sandália, que contém cavidades, até a superfície inferior, onde encontram pipetas que se encaixam às mesmas. Tais pipetas possuem pinos de fixação ao cabedal e uma região de diâmetro bem maior que a cavidade na sola, prendendo o cabedal firmemente.

[0015] A sola flexível da sandália apresenta três cavidades que transpassam toda a sua dimensão, comunicando a parte superior (que fica em contato com os pés do usuário) com a parte inferior, que fica em contato com o solo.

[0016] O cabedal é uma estrutura única flexível e apresenta três extremidades de fixação entre o hálux e o segundo dedo bem como nas laterais do pé do usuário. Cada extremidade do cabedal possui pequenas protuberâncias em contato tanto com a superfície superior como inferior da sola flexível, de forma a aumentar a aderência, e um espaço oco na região mais distai que passa pelas cavidades da sola flexível e se encaixa firmemente às pipetas.

[0017] As pipetas são elementos de plástico rígido que apresentam uma estrutura central na forma de um pino e se encaixam aos espaços ocos das extremidades do cabedal. Como as pipetas possuem um diâmetro muito maior que o diâmetro do espaço oco, as mesmas sobrepõem as protuberâncias inferiores e se fixam firmemente à parte inferior da sola.

[0018] A disposição construtiva proposta, dessa forma, apresenta uma primeira resistência à remoção do cabedal pelas protuberâncias superiores e inferiores do mesmo, e uma segunda resistência, devido à pipeta de plástico rígido que mantém o cabedal fixo através do encaixe às pipetas e à sola inferior. A presente construção garante que a força de tração feita por movimentos intensos do usuário seja suportada e distribuída pelo conjunto de peças do mecanismo de encaixe, fazendo com o que a força que puxa o cabedal para cima durante o movimento seja contrabalanceada pela força para baixo das pipetas de plástico rígido.

Descrição das Figuras A seguir, o presente modelo de utilidade está descrito em mais detalhes com referência aos desenhos.

[0019] Figura 1 é uma vista em perspectiva superior do cabeda.

[0020] A Figura 2 é uma vista superior do cabedal.

[0021] A Figura 3 é uma vista inferior do cabedal.

[0022] A Figura 4 é uma vista lateral direita do cabedal .

[0023] A Figura 5 é uma vista lateral esquerda do cabedal .

[0024] A Figura 6 é uma vista em perspectiva superior da pipeta de plástico rígido.

[0025] A Figura 7 é uma vista em perspectiva inferior da pipeta de plástico rígido.

[0026] A Figura 8 é uma vista superior da pipeta de plástico rígido.

[0027] A Figura 9 é uma vista inferior da pipeta de plástico rígido.

[0028] A Figura 10 é uma vista lateral da pipeta de plástico rígido.

[0029] A Figura 11 é uma vista em perspectiva inferior do conjunto cabedal e pipeta de plástico rígido desencaixados .

[0030] A Figura 12 é uma vista em perspectiva inferior do conjunto cabedal e pipeta de plástico rígido encaixados .

[0031] A Figura 13 é uma vista em perspectiva superior do posicionamento das estruturas do mecanismo de fixação .

[0032] A Figura 14 é uma vista em perspectiva inferior do posicionamento das estruturas do mecanismo de fixação .

[0033] A Figura 15 é uma vista lateral de uma seção transversal do mecanismo de fixação.

Descrição detalhada do modelo de utilidade

[0034] O objeto do presente modelo de utilidade é preferencialmente manufaturado em plástico dotado de caracteristicas como flexibilidade e alta durabilidade, que permitem seu uso por longo tempo. Porém, quaisquer outros materiais de durabilidade e flexibilidade compatíveis podem ser aplicados, como fibras vegetais. Da mesma forma, outros formatos de cabedais estão inseridos no escopo de proteção do objeto deste modelo de utilidade, uma vez que a funcionalidade do mecanismo de fixação dos cabedais nas sandálias permanece inalterada.

[0035] Adicionalmente, a disposição construtiva proposta não deve ser limitada a apenas sandálias do tipo

"chinelo de dedo", uma vez que a troca de pipetas é possível em outras variações de cabedais.

[0036] Fazendo referência às figuras acima mencionadas e conforme Figura 1, o presente modelo de utilidade compreende um cabedal flexível em forma de "Y" (2), dotado de três tiras longitudinais, sendo uma principal de formato cilíndrico (7) posicionada entre o hálux e o segundo dedo, e outras duas tiras laterais cilíndricas partindo da tira principal, uma delas encobrindo a parte lateral direita (8) e a outra encobrindo a parte lateral esquerda (9) dos pés do usuário.

[0037] Ainda de acordo com a Figura 1 e com as

Figuras 3 e 13, cada uma das tiras longitudinais cilíndricas (7, 8 e 9) do cabedal (2) possui duas pequenas protuberâncias (10 e 11), sendo uma em contato com a superfície superior (5) da sola flexível (1) e os pés do usuário e outra em contato com a superfície inferior (6) da sola flexível (1) e a pipeta (3) (Figura 13) . As tiras longitudinais (7, 8 e

9) possuem ainda um espaço oco (12) (Figura 1) em suas extremidades mais distais, que passam através de cavidades (4) da sola flexível (1) (Figura 13) e se encaixam firmemente às pipetas (3) . A parte da tira longitudinal central (7) localizada entre a protuberância superior (10) e a inferior

(11) possui um diâmetro maior que o restante dessa tira, resultando em um encaixe mais firme no solado (1) (Figura D ·

[0038] Também conforme Figuras 6, 11 e 14, o presente modelo de utilidade apresenta ainda pipetas (3) de plástico rígido, dotadas de uma região de menor diâmetro (13) (Figura 6), que se encaixa perfeitamente ao espaço oco (12) das extremidades distais do cabedal (2) (Figura 11), e de uma região de maior diâmetro (14) que recobre a protuberância inferior (11) da extremidade do cabedal (2), e se fixam firmemente à parte inferior (6) da sola (1) (Figura 14) . As pipetas (3) contam ainda com um furo central (15), que serve para o escape do ar no interior dos espaços ocos (12) do cabedal (2) (Figura 11), uma vez que o encaixe é justo.

[0039] É possível visualizar na Figura 12 o cabedal (2) com cada uma de tiras longitudinais (7, 8 e 9) encaixada com pipetas (3) .

[0040] Já nas Figuras 13 e 14, observa-se todas as estruturas componentes do mecanismo de encaixe proposto no presente modelo de utilidade, compreendendo: as extremidades do cabedal (2) com as protuberâncias superior (10) e inferior (11); as superfícies superior (5) e inferior (6) da sola (1), além das cavidades (4) da sola (1); e as pipetas (3) compreendendo a região de menor diâmetro (13), maior diâmetro (14) e o furo central (15) . É possível perceber ainda na sola (1) recessos tanto na superfície superior (5) (Figura 13) quanto na superfície inferior (6) (Figura 14) . Esses recessos recebem a tanto a protuberância superior (10), como a parte de maior diâmetro (13) da pipeta (3), que recobre a protuberância inferior do cabedal (2) .

[0041] Por fim, é possível visualização detalhada do mecanismo de encaixe na Figura 15, onde é observável o recesso superior (10) do cabedal (2) em contato com a superfície superior (5) da sola (1) e passando pela cavidade (4), onde a protuberância inferior (11) do cabedal (2) se prende à superfície inferior (6) da sola (1) . É possível visualizar ainda o espaço oco (12) do cabedal (2), que recebe a região de menor diâmetro (13) da pipeta (3), enquanto a região de maior diâmetro (14) da pipeta (3) recobre a protuberância inferior (11) do cabedal (2), criando um mecanismo de gancho. É possível perceber ainda o canal para a fuga de ar pelo furo central (15) da pipeta (3), que escapa do espaço oco (12) do cabedal (2) durante o momento do encaixe com a região de maior diâmetro (14) da pipeta (3) .