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Title:
METHOD AND SYSTEM FOR PRODUCING CARBON DIOXIDE JETS AND DISCHARGING MEANS CONFIGURED TO EXPEL HIGH-SPEED CARBON DIOXIDE JETS WITH SOLID PHASE SUBLIMATION
Document Type and Number:
WIPO Patent Application WO/2021/253101
Kind Code:
A1
Abstract:
The present invention relates to a method and system for discharging carbon dioxide in the form of high-speed jets with sublimation. More specifically, the present invention describes a method and system which are suitable for controlling and extinguishing fires using the CO2 discharged. In short, the proposed method comprises the steps of extracting CO2 in a first state (G) from the storage means (2) and introducing the CO2 in the first state (G) into the directing assembly (3), maintaining the introduction of CO2 in the first state in the directing assembly (3) until the internal pressure between the storage means (2) and the directing assembly (3) has equalized; extracting carbon dioxide in a second state (L) from the storage means (2) and introducing the carbon dioxide in the second state into the directing assembly (3) after the pressure of the storage means (2) and of the directing assembly has equalized; discharging the CO2 in the form of high-speed jets with high CO2 content in the third state (S) through the directing assembly (3).

Inventors:
DUARTE DE SOUZA JUNIOR MOACYR (BR)
Application Number:
PCT/BR2020/050364
Publication Date:
December 23, 2021
Filing Date:
September 14, 2020
Export Citation:
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Assignee:
DUARTE DE SOUZA JUNIOR MOACYR (BR)
SCHUETZ JARDIM MARCELO (BR)
PIRES DE SA FILHO LUIZ (BR)
International Classes:
A62C5/00; A62C31/00
Foreign References:
CN204395276U2015-06-17
CN209019827U2019-06-25
GB556978A1943-10-29
CN202724514U2013-02-13
Attorney, Agent or Firm:
DANNEMANN, SIEMSEN, BIGLER & IPANEMA MOREIRA (BR)
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Claims:
REIVINDICAÇÕES

1. Método para produzir jatos de dióxido de carbono (1) a partir da associação de um meio de armazenamento de dióxido de carbono (2) a um conjunto direcionador (3), caracterizado pelo fato de compreender as etapas de: retirar dióxido de carbono em um primeiro estado (G) do meio de armazenamento (2) e inserir o dióxido de carbono em primeiro estado (G) no conjunto direcionador (3), reter ao menos uma porção do dióxido de carbono em primeiro estado (G) no conjunto direcionador (3), retirar dióxido de carbono em um segundo estado (L) do meio de armazenamento (2) e inserir o dióxido de carbono em segundo estado (L) no conjunto direcionador (3), e ejetar dióxido de carbono através do conjunto direcionador (3).

2. Método de acordo com a reivindicação 1, em que o meio de armazenamento (2) é mantido em uma primeira pressão (P-i), caracterizado pelo fato de que a etapa de reter ao menos uma primeira porção do dióxido de carbono em primeiro estado (G) no conjunto direcionador (3) ainda compreende ao menos uma entre as etapas de: expelir uma segunda porção do dióxido de carbono em primeiro estado (G) através do conjunto direcionador (3), e igualar um valor de pressão do conjunto direcionador (P2) ao valor da primeira pressão (Pi).

3. Método de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que a etapa de ejetar dióxido de carbono através do conjunto direcionador (3) ainda compreende a etapa de transferir o dióxido de carbono de uma porção interna (6) do conjunto direcionador (3) para uma porção externa (7) do conjunto direcionador (3).

4. Método de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato de que na porção interna (6) do conjunto direcionador (3) há dióxido de carbono em primeiro estado (G) e em segundo estado (L), de modo que na porção externa (7) do conjunto direcionador (3) há dióxido de carbono em primeiro estado (G) e em um terceiro estado (S).

5. Método de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que: ao atingir a porção externa (7) do conjunto direcionador (3), o dióxido de carbono em segundo estado (L) atinge um terceiro estado (S).

6. Método de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que, na porção externa (7), o dióxido de carbono em terceiro estado (S) absorve calor e sofre sublimação, atingindo assim o primeiro estado (G).

7. Método de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato de que a etapa de ejetar dióxido de carbono através do conjunto direcionador (3) ainda compreende a etapa de ejetar dióxido de carbono em primeiro estado (G) e em terceiro estado (S).

8. Método de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de que a etapa de ejetar dióxido de carbono em primeiro estado (G) e em terceiro estado (S) ainda compreende as etapas de: ejetar dióxido de carbono em terceiro estado (S) em pelo menos 50% da concentração total de dióxido de carbono expelido.

9. Método de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de que o primeiro estado (G) é um estado gasoso, o segundo estado (L) é um estado líquido e o terceiro estado (S) é um estado sólido.

10. Método de acordo com as reivindicações 1 a 9, caracterizado pelo fato de que o meio de armazenamento (2) compreende dióxido de carbono em primeiro estado (G) e em segundo estado (L), e o conjunto direcionador (3) compreende ao menos um meio de transporte (4) associado a um meio ejetor (20, 20’, 20”).

11 . Método de acordo com a reivindicação 10, caracterizado pelo fato de que o meio ejetor (20, 20’, 20”) compreende um bocal (22) associado a um corpo principal (21 ), em que a etapa de igualar um valor de pressão do conjunto direcionador (P2) ao valor da primeira pressão (P1) é realizada através de uma porção redutora do meio ejetor (20, 20’, 20”), a porção redutora configurada como uma redução do diâmetro de uma porção do meio ejetor (20, 20’, 20”). 12. Método de acordo com a reivindicação 11 , caracterizado pelo fato de que a porção redutora é disposta no bocal (22) do meio ejetor (20, 20’, 20”), mais especificamente em uma extremidade (22A) do bocal (22), dita extremidade (22A) sendo disposta de modo adjacente a porção externa (7). 13. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que a porção redutora é configurada como uma redução de pelo menos 50% do diâmetro do meio ejetor (20, 20’, 20”).

14. Sistema para produzir jatos de dióxido de carbono (10), o sistema (10) compreendendo um meio de armazenamento de dióxido de carbono (2) associado a um conjunto direcionador (3), em que o meio de armazenamento (2) é mantido em uma primeira pressão (Pi), de modo que sistema é caracterizado pelo fato de compreender ainda: um meio de controle de pressão (11) associado ao meio de armazenamento (2), em que o meio de controle de pressão (11) é configurado para retirar dióxido de carbono em um primeiro estado (G) do meio de armazenamento (2) e inserir o dióxido de carbono em primeiro estado (G) no conjunto direcionador (3), em que sistema é ainda configurado para igualar um valor de pressão do conjunto direcionador (P2) ao valor da primeira pressão (Pi).

15. Sistema (10) de acordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo fato de compreender ainda um elemento de transferência (12) configurado de modo a retirar dióxido de carbono em um segundo estado (L) do meio de armazenamento (2) e inserir o dióxido de carbono em segundo estado (L) no conjunto direcionador (3).

16. Sistema (10) de acordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo fato de ser configurado para ejetar dióxido de carbono através do conjunto direcionador (3), transferindo assim o dióxido de carbono de uma porção interna (6) do conjunto direcionador (3) para uma porção externa (7) do conjunto direcionador (3), em que o sistema é ainda configurado para ejetar dióxido de carbono em primeiro estado (G) e em um terceiro estado (S). 17. Sistema (10) de acordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo fato de ser configurado para: dispor na porção interna (6) do conjunto direcionador (3) dióxido de carbono em primeiro estado (G) e em segundo estado (L), e dispor na porção externa (7) do conjunto direcionador (3) dióxido de carbono em primeiro estado (G) e em terceiro estado (S).

18. Sistema (10) de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de ser configurado de modo que, ao atingir a porção externa (7) do conjunto direcionador (3), o dióxido de carbono é expelido em terceiro estado (S) em pelo menos 50 % da concentração total de dióxido de carbono expelido.

19. Sistema (10) de acordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo fato de que o meio de armazenamento (2) compreende dióxido de carbono em primeiro estado (G) e em segundo estado (L), em que o primeiro estado (G) é um estado gasoso e o segundo estado (L) é um estado líquido, ainda, o conjunto direcionador (3) compreende ao menos um meio de transporte (4) associado a um meio ejetor (20, 20’, 20”).

20. Sistema (10) de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fato de que o meio ejetor (20, 20’, 20”) compreende um bocal (22) associado a um corpo principal (21 ), em que o meio ejetor (20, 20’, 20”) é configurado para igualar o valor da pressão do conjunto direcionador (P2) ao valor da primeira pressão (P1) através de uma porção redutora, a porção redutora configurada como uma redução do diâmetro de uma porção do meio ejetor (20, 20’, 20”), em que a primeira pressão (P1) deve ser entendida como o valor da pressão do CO2 em estado líquido disposto no meio de armazenamento (2).

21 . Sistema de acordo com a reivindicação 20, caracterizado pelo fato de que a porção redutora é disposta no bocal (22) do meio ejetor (20, 20’, 20”), mais especificamente em uma extremidade (22A) do bocal (22), dita extremidade (22A) sendo disposta de modo adjacente a porção externa (7).

22. Meio ejetor (20, 20’, 20”) configurado para expelir jatos de dióxido de carbono, o meio ejetor (20, 20’, 20”) associável a um meio de armazenamento (2), caracterizado pelo fato deque o meio de armazenamento (2) é associado a uma primeira pressão (Pi) e o meio ejetor (20, 20’, 20”) é associado a uma segunda pressão (P2), em que o meio ejetor (20, 20’, 20”) é configurado para igualar o valor da primeira pressão (P1) com o valor da segunda pressão (P2) através de uma porção redutora, a porção redutora configurada como uma redução do diâmetro de uma porção do meio ejetor (20, 20’, 20”).

23. Meio ejetor (20, 20’, 20”) de acordo com a reivindicação 22, caracterizado pelo fato de que a porção redutora é disposta no bocal (22) do meio ejetor (20, 20’, 20”), mais especificamente em uma primeira extremidade (22A) do bocal (22), a dita primeira extremidade (22A) sendo disposta de modo adjacente a uma porção externa (7).

24. Meio ejetor (20, 20’, 20”) de acordo com a reivindicação 23, caracterizado pelo fato de que a primeira pressão (P1) representa o valor da pressão do dióxido de carbono em um segundo estado (L) disposto no meio de armazenamento (2), já a segunda pressão (P2) representa a pressão ao menos do meio ejetor (20, 20’, 20”).

25. Meio ejetor (20, 20’, 20”) caracterizado pelo fato de possuir meios para realização do método como definido na reivindicação 1.

26. Uso de um fluido com mistura bifásica de CO2 no combate a incêndios, caracterizado pelo fato de que o fluido compreende CO2 em um primeiro estado (G) e em um terceiro estado (S), de modo que o fluido compreende pelo menos 50% de CO2 no terceiro estado (S).

27. Uso de um fluido com mistura bifásica de CO2 no combate a incêndios, caracterizado pelo fato de ser compatível com o método definido na reivindicação 1, com o sistema como definido na reivindicação 14 e com o meio ejetor como definido na reivindicação 22.

Description:
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "MÉTODO E SISTEMA PARA PRODUZIR JATOS DE DIÓXIDO DE CARBONO E MEIO EJETOR CONFIGURADO PARA EXPELIR JATOS DE DIÓXIDO DE CARBONO DE ALTA VELOCIDADE COM SUBLIMAÇÃO DE FASE SÓLIDA".

[001] A presente invenção refere-se a um método e sistema para produzir jatos de dióxido de carbono com grande extensão e elevado percentual de fase sólida sublimada. Mais especificamente, a presente invenção descreve um método e sistema aptos a controlar e extinguir incêndios a partir do jato de dióxido de carbono acima referido. Descreve-se também um meio ejetor configurado para expelir jatos de dióxido de carbono bem como o uso de um fluido com mistura bifásica de CO2 no combate a incêndios.

Descrição do estado da técnica

[002] Incêndios em edifícios residenciais e comerciais em todo o mundo causaram muitas mortes, feridos e enormes perdas materiais. Particularmente no caso de edifícios urbanos, os incêndios tornam-se muito difíceis de controlar devido aos layouts complexos das modernas edificações.

[003] O ponto principal em comum de todos os layouts complexos são os edifícios com pavimentos de escritórios e lojas, que consistem em uma área grande com apenas um ponto de acesso. Ao contrário dos edifícios comerciais tradicionais, nos novos layouts o andar regular possui várias posições de trabalho separadas por meias paredes ou até mesmo sem separações. Do mesmo modo, nos shopping centers as lojas são abertas para os corredores e as praças de convívio apresentam essa mesma característica. Nesses layouts, o único ponto de acesso é o elevador e a escada dispostos no andar. Em uma abordagem externa, os bombeiros precisam enfrentar chamas poderosas e ficam restritos a poucos pontos de acesso, de acordo com a disponibilidade de pontos de operação escadas mecânicas.

[004] Considerando esse layout, em um incêndio, os bombeiros não têm como penetrar no compartimento com os meios disponíveis atualmente. O uso de mangueiras de água de alta pressão não afeta a célula incendiada. Não importa quantas mangueiras estejam disponíveis, não haverá espaço para posicioná-las e cercar o fogo e consequentemente resfriar o compartimento.

[005] Outro problema é a limitação do uso da água como agente extintor de incêndios. O ponto de ebulição da água é de (212°F) ou 100°C (à pressão atmosférica) e as temperaturas regulares de um incêndio interno da Classe "A" podem chegar a (1300°F) ou 700 °C até 900 ° C. Portanto, toda a água vaporiza nos limites periféricos da chama e não penetra na célula de combustão. Esses núcleos confinados de alta temperatura são a principal condição para iniciar o fenômeno conhecido como flashover.

[006] Mesmo quando os bombeiros conseguem penetrar nos compartimentos e extinguir o incêndio, o uso de mangueiras regulares de alta pressão causa grandes danos na área incendiada, além da destruição causada pelo fogo. Nesse sentido, há muitas reclamações sobre danos à propriedade causados por jatos de água de alta pressão usados pelos bombeiros, por exemplo, quando o incêndio ocorre em museus, igrejas, ou em qualquer outro património histórico. Do mesmo modo, ocorre com os bens dos cidadãos comuns sejam de valor material ou afetivo.

[007] Para controlar e extinguir grandes incêndios de classe "A", existem conjuntos-padrão de equipamentos usados pelos bombeiros em quase todos os países. Os meios disponíveis podem ser classificados em dois grupos: sistemas à base de água e sistema à base de gás inerte.

[008] A presente invenção visa superar os problemas encontrados no estado da técnica através de um método e sistema aptos a produzir jatos de alta pressão com elevado conteúdo de dióxido de carbono em fase sólida, mais especificamente, aborda-se um método e sistema aptos a controlar e extinguir incêndios a partir desse tipo específico de jato de dióxido de carbono. [009] Em síntese, os ensinamentos da presente invenção consistem em bombear um fluxo contínuo de fluxos de jato de CO2 de alta velocidade, na faixa entre 10 m/s e 100 m/s, na forma de pequenos flocos de neve carbónica, através de um conjunto direcionador, tal como uma mangueira e um bico ejetor. [010] Mais especificamente, a presente invenção propõe que o dióxido de carbono, em um instante prévio a ser disparado, esteja presente em sistema bifásico em estado gasoso e em estado líquido e, posteriormente ao ser disparado, o dióxido de carbono estará presente em um sistema bifásico em estado sólido e em estado gasoso, entendendo-se assim que o estado líquido, ao ser ejetado, será solidificado. Posteriormente, e já em contato com a área incendiada, ocorrerá a sublimação do dióxido de carbono (estado sólido atinge um estado gasoso), favorecendo assim o combate ao incêndio. [011] Em síntese, os ensinamentos da presente invenção apresentam ao menos as seguintes vantagens:

[012] Os jatos disparados podem desequilibrar as entradas de ar do incêndio ao longo de uma linha, reduzindo imediatamente a taxa de queima. O jato disparado pode criar um corredor para penetrar em grandes compartimentos com um layout de um único ponto de acesso. O dióxido de carbono direcionado pode expulsar fumaça e bolsões de gases quentes ou inflamáveis, permitindo que os bombeiros penetrem muito rapidamente nos compartimentos da área incendiada.

[013] No mais, a temperatura do gelo seco a 1 atm é de (-109,3° F) -78 °C . A sublimação de gelo seco exige (245,5 BTU/lb) 571 ,3 kJ/kg, causando resfriamento do compartimento e, como consequência física natural, reduz imediatamente as emissões voláteis de materiais combustíveis sólidos. Para atingir esse objetivo, o conteúdo de gelo seco na corrente de jato deve ser de pelo menos 50%.

[014] A injeção contínua resultará em redução progressiva da concentração de oxigénio no interior do compartimento e na extinção de todo o fogo, mesmo sob uma pilha de detritos.

[015] Destaca-se que a energia cinética do jato disparado é uma questão essencial para alcançar os objetivos propostos na presente invenção. O fenômeno da sublimação ocorre em décimos de segundo e sem o movimento de alta velocidade induzido pela pressão, os flocos de neve carbónica (dióxido de carbono em sua fase sólida) não seriam distribuídos no jato. Portanto, a linha longa de CO2 que desequilibra as entradas de ar do incêndio, como descrito anteriormente, não ocorreria. É importante ressaltar que a formação intensiva de fase sólida se deve à descompressão súbita que ocorre após a ejeção.

[016] Complementarmente, sem o movimento de alta velocidade para espalhar o fluxo de gelo seco por sublimação, o efeito de resfriamento seria restrito aos arredores do ponto de ejeção, tal fato seria inútil na maioria dos incêndios.

[017] O jato expelido pode ter um alcance ao redor de (40 pés) 12 metros e, se direcionado ao teto dos compartimentos, pode impedir totalmente a ocorrência de fenômenos conhecidos como flashover.

[018] Outra situação crítica no combate a incêndios consiste em abordar chamas confinadas. Nesses casos, há excesso de gases inflamáveis e falta de oxigénio que impedem a reação de combustão total. Abrir uma porta ou janela para penetrar no compartimento causará o efeito conhecido como backdraft, significando assim uma expansão de gases não queimados em uma mistura progressiva com o ar disponível nos compartimentos ao redor ou no espaço outdoors.

[019] Diante dessas situações, o uso de descargas maciças de jatos de acordo com os ensinamentos da presente invenção nos compartimentos circundantes antes de abrir qualquer porta/janela, pode impedir totalmente a ocorrência do backdraft. Depois disso, o efeito de resfriamento rápido condensará a maioria dos gases não queimados combustíveis no compartimento.

Objetivos da invenção

[020] A presente invenção tem como objetivo a provisão de um método e sistema aptos a produzir e expelir (ejetar) jatos de dióxido de carbono, mais especificamente, a um método e sistema aptos a controlar e extinguir incêndios a partir do dióxido de carbono expelido.

[021] Um objetivo adicional da presente invenção consiste em um método e sistema aptos a expelir (ejetar) dióxido de carbono em um primeiro estado G e em um terceiro estado S. [022] A presente invenção também propõe um meio ejetor configurado para expelir jatos de dióxido de carbono.

[023] A presente invenção também propõe o uso de um fluido com mistura bifásica de CO2 no combate a incêndios, em que o fluido compreende CO2 em um primeiro estado G e em um terceiro estado S, de modo que o fluido compreende pelo menos 50% de CO2 no terceiro estado S.

Breve descrição da invenção

[024] A presente invenção descreve um método para produzir jatos de dióxido de carbono a partir da associação de um meio de armazenamento de dióxido de carbono a um conjunto direcionador, em que o método compreende as etapas de: retirar dióxido de carbono em um primeiro estado do sistema bifásico líquido/gás contido dentro do meio de armazenamento e inserir o dióxido de carbono em primeiro estado no conjunto direcionador, em que o método ainda compreende a etapa de reter ao menos uma porção do dióxido de carbono em primeiro estado no conjunto direcionador e retirar dióxido de carbono em um segundo estado L do meio de armazenamento e inserir o dióxido de carbono em segundo estado L no conjunto direcionador, em que o método compreende ainda a etapa de ejetar um jato de dióxido de carbono através do conjunto direcionador.

[025] A invenção descreve ainda um sistema para disparar jatos de dióxido de carbono, o sistema compreendendo um meio de armazenamento de dióxido de carbono associado a um conjunto direcionador, em que o meio de armazenamento é mantido em uma primeira pressão, de modo que o sistema é configurado para compreender ainda: um controlador de pressão associado ao meio de armazenamento, em que o controlador de pressão é configurado para retirar dióxido de carbono em um primeiro estado do meio de armazenamento e inserir o dióxido de carbono em primeiro estado no conjunto direcionador, em que o sistema é ainda configurado para igualar um valor de pressão do conjunto direcionador ao valor da primeira pressão.

[026] Descreve-se ainda um meio ejetor configurado para expelir jatos de dióxido de carbono, o meio ejetor associável a um meio de armazenamento, em que o meio de armazenamento é associado a uma primeira pressão e o meio ejetor é associado a uma segunda pressão, em que o meio ejetor é configurado para igualar o valor da primeira pressão com o valor da segunda pressão através de uma porção redutora do meio ejetor.

Breve Descrição dos Desenhos

[027] A presente invenção será, a seguir, mais detalhadamente descrita com base em um exemplo de execução representado nos desenhos. As figuras mostram:

[028] Figura 1 - é uma representação de uma modalidade do sistema para produzir jatos de dióxido de carbono conforme proposto na presente invenção;

[029] Figura 2 - é uma representação de um dos elementos que integram uma modalidade do sistema para produzir jatos de dióxido de carbono conforme proposto na presente invenção;

[030] Figura 3 - é uma representação adicional de um dos elementos que podem integrar o sistema para produzir jatos de dióxido de carbono conforme proposto na presente invenção

[031] Figura 4 - é uma representação em destaque de um dos elementos que integra o sistema para produzir jatos de dióxido de carbono conforme proposto na presente invenção;

[032] Figura 5 - é uma representação adicional em destaque de um dos elementos que integra o sistema para produzir jatos de dióxido de carbono conforme proposto na presente invenção;

[033] Figura 6 - ilustra uma representação do meio ejetor que integra o sistema proposto na presente invenção, em que a figura 6(a) ilustra uma primeira variação do bocal e a figura 6(b) ilustra uma segunda variação deste elemento;

[034] Figura 7 - é uma representação da etapa de disparar jatos de dióxido de carbono proposta na presente invenção, indicando uma porção interna e externa do conjunto direcionador;

[035] Figura 8 - é um gráfico da pressão em função da temperatura, ilustrando as mudanças de fase do dióxido de carbono; [036] Figura 9 - é uma representação em blocos do método para produzir jatos de dióxido de carbono proposto na presente invenção.

[037] Figura 10 - é uma representação adicional de um dos elementos que podem integrar o sistema para produzir jatos de dióxido de carbono conforme proposto na presente invenção Descrição detalhada das figuras

[038] A presente invenção descreve um método e sistema para produzir jatos de dióxido de carbono, estes também referenciados apenas como método e sistema. Mais especificamente, os ensinamentos aqui propostos podem ser aplicados no controle e extinção de incêndios a partir dos jatos de dióxido de carbono ejetados. Em uma modalidade, a presente invenção pode ser utilizada no combate de incêndios dos tipos “A”, “B” e “C”, de qualquer modo, tal característica não deve ser considerada como uma limitação da presente invenção, entende-se assim que os ensinamentos aqui propostos poderiam ser utilizados para o combate de quaisquer tipos de incêndios, onde não exista incompatibilidade química entre a carga de incêndio e o agente de extinção utilizado no sistema.

[039] Em síntese, e em referência à figura 1 , os ensinamentos da presente invenção consideram a existência de um meio de armazenamento de dióxido de carbono 2 (também referenciado apenas como meio de armazenamento 2) associado a um conjunto direcionador 3.

[040] O meio de armazenamento 2 deve ser entendido como qualquer elemento, equipamento, porção ou parte que seja apto a armazenar dióxido de carbono com as características de sistema bifásico líquido/gás, em seu interior. Na ilustração da figura 1 , o meio de armazenamento 2 é ilustrado como um tanque de armazenamento 2 disposto em um veículo automotor, de qualquer modo, destaca-se que a representação do meio de armazenamento 2 como um tanque não deve ser considerada como uma característica limitativa da presente invenção, de modo que qualquer componente apto a armazenar dióxido de carbono pode ser entendido como um meio de armazenamento 2. [041] No mais, a representação realizada na figura 1 de que o meio de armazenamento 2 é associado a um veículo automotor também não deve ser considerada como uma característica limitativa da presente invenção, de modo que em modalidades plenamente válidas o meio de armazenamento poderia ser fixamente disposto em uma determinada localidade. Mais especificamente, deve-se entender que o local de disposição do meio de armazenamento 2 não deve ser considerado como uma característica essencial da presente invenção. Assim, destaca-se que o meio de armazenamento 2 pode ser entendido como um meio de armazenamento fixo ou móvel.

[042] Ainda em relação ao meio de armazenamento 2, algumas características não limitativas em relação a tal componente são citadas a seguir: (i) condições de armazenamento e transporte: temperatura entre (-4° F a 0° F) e pressão em (350 psig), (ii) O recipiente adequado para armazenar a carga dióxido de carbono em sistema bifásico, isto é, fase líquida e fase gasosa, conforme apresentado no diagrama de fases do CO2 (figura 8), estando a quantidade predominante em fase líquida, deve possuir blindagem dupla, com uma blindagem interna (tanque criogênico) e externa (proteção do tanque criogênico), (iii) O vaso de pressão, conforme definido na NR-13, {pressure vessel) deve ser fabricado em aço carbono ASTM-A-612 e seu projeto, construção e teste devem estar de acordo com a Seção VIII Div. I da ASME, (iv) O recipiente de pressão ( ressure vessel) deve ser isolado termicamente com uma camada de poliuretano expandido, perlita sob camada de vácuo e revestida com fibra de vidro e resina, ou qualquer outro material isolante térmico que venha a ser desenvolvido ou adaptado para o fim proposto (v), operações de carga e descarga devem ser realizadas por um elemento de transferência de CO2 que pode ser operado de maneira reversível, ou seja, para operações de carga e descarga, com uma vazão na faixa e 50 a 400 GPM (Galões por minuto) e pressão de transferência em torno de 400 psig (pressão máxima em 500 psig) ou seja entre 17 bar e 20 bar , (vi) deve-se acoplar um vaporizador, que é um equipamento que retira CO2 em fase líquida e o devolve para o tanque em fase gasosa, equilibrando a pressão interna para impedir que ocorra a solidificação do dióxido de carbono em fase líquida, durante a descarga na vazão citada, enquanto (vii) o meio de armazenamento 2 deve permitir o armazenamento do dióxido de carbono em estado gasoso e estado líquido (sistema bifásico conforme expresso no diagrama defases do CO2 na Figura 8).

[043] Em relação a última característica comentada acima, destaca-se que o meio de armazenamento 2 deve ser apto a armazenar dióxido de carbono em um primeiro estado G e em um segundo estado L, mais especificamente, e tal como já comentado anteriormente, propõe-se que o meio de armazenamento 2 armazene dióxido de carbono em um sistema bifásico, isto é, estado gasoso G e estado líquido L no mesmo vaso de pressão.

[044] Ainda em referência a figura 1 , o sistema para produzir jatos de dióxido de carbono 10 proposto na presente invenção compreende ainda o já referenciado conjunto direcionador 3. Em síntese, e tal como será melhor comentado adiante, o conjunto direcionador 3 deve compreender ao menos um meio de transporte 4 associado a um meio ejetor 20.

[045] Resumidamente, o meio ejetor 20 deve ser entendido como um lançador apto para disparar jatos de dióxido de carbono para o meio ambiente, ainda, propõe-se que o meio ejetor 20 possa ser manuseado (controlado) por um profissional responsável, tal como um bombeiro, permitindo assim que o dióxido de carbono seja direcionado para uma região e/ou ponto-alvo.

[046] Em relação ao meio de transporte 4, qualquer elemento apto a transportar dióxido de carbono desde o meio de armazenamento 2 até o meio ejetor 20 poderia ser utilizado. Em uma configuração não limitativa, o meio de transporte 4 pode ser configurado como uma mangueira, de modo que, a utilização de mais de uma mangueira 4 é tida como plenamente aceitável, sendo observado da figura 1 que nesta modalidade da presente invenção um par de mangueiras 4,4’ é utilizado. Em síntese, a quantidade de meios de transporte 4 utilizados não deve ser considerado como uma característica limitativa da presente invenção. [047] O sistema 10 proposto na presente invenção compreende ainda um meio de controle de pressão 11 associado ao meio de armazenamento 2. A figura 2 ilustra o meio de controle de pressão 11 , em que na figura 2 o meio de controle de pressão 11 é disposto no mesmo veículo automotor que compreende o meio de armazenamento 2. Nos cenários em que o meio de armazenamento 2 é um tanque estacionário, o meio de controle de pressão 11 deve ficar acoplado (associado) ao tanque de armazenamento 2.

[048] Destaca-se que a representação da figura 2 não deve ser considerada como uma característica limitativa da presente invenção, sendo apenas essencial que o meio de controle de pressão 11 seja associado ao meio de armazenamento 2, seja ele móvel ou estacionário.

[049] Em síntese, e tendo como referência a figura 2, o controlador de pressão nas linhas de transferência (meio de controle de pressão 11 ) compreende basicamente os seguintes elementos: um elemento de transferência 12, um painel de controle 13 do elemento de transferência 12, uma linha de carregamento do tanque 14 e descarregamento 15, uma linha de equalização de fase gasosa 16, um PSV 17 e duas linhas de saída 18 e 18’.

[050] O elemento de transferência 12 pode ser entendido como uma bomba apta a retirar dióxido de carbono do tanque 2 e direciona-lo para as mangueiras 4,4’ do conjunto direcionador 3. Propõe-se que a bomba 12 seja reversível, ou seja, podendo retirar CO2 do tanque, mas também introduzi-lo no meio de armazenamento 2. A alternativa à bomba reversível seria a utilização de duas bombas, sendo uma para gerar o jato de alta velocidade e a outra para realizar o carregamento do tanque de armazenamento 2. Isso tornaria a operação mais complexa sem nenhum ganho de eficiência. A simplificação da operação constitui a vantagem da utilização da bomba reversível, ressaltando que o uso de duas bombas não implicaria em alteração nos princípios da invenção aqui apresentada.

[051] Entende-se assim que a utilização de duas bombas seria plenamente aceitável. [052] Em relação ao dimensionamento, a bomba 12 (elemento de transferência 12) deve ser apta a estabelecer uma vazão na faixa de 50 a 400 GPM (Galões por minuto) e pressão de transferência em torno de 400 psig (pressão máxima em 500 psig), não sendo essa uma condição limitante bastando adaptar o vaporizador à vazão utilizada.

[053] Resumidamente, e tal como será melhor abordado adiante, a bomba 12 é configurada de modo a estabelecer nas mangueiras 4,4’ do conjunto direcionador as mesmas condições de pressão que o CO2 possui dentro do tanque.

[054] Já o painel de controle 13 permite o acionamento da bomba 12 e avaliação dos níveis de pressão das mangueiras 4,4’ e do tanque 2. Em referência as linhas de carregamento 14 e descarregamento 15, estas têm como objetivo respectivamente encher e descarregar o tanque de armazenamento 2 com a carga de CO2 em fase líquido, que será utilizado na formação do jato de alta velocidade.

[055] A linha de equalização de fase gasosa 16 é responsável por retirar dióxido de carbono em estado gasoso do tanque de armazenamento 2 e posteriormente inseri-lo nas mangueiras 4,4’ do conjunto direcionador 3.

[056] A PSV 17 (válvula de segurança para controlar os níveis de pressão) tem como função e objetivo de regular a pressão interna do meio de armazenamento 2 através de ejeção de CO2 em fase gasosa para o ambiente, em caso de elevação da temperatura e conse-quentemente da pressão do tanque.

[057] Já as linhas de saída 18 e 18’ são responsáveis pela injeção de C02 em fase gasosa e posteriormente fase líquida nas mangueiras de pressão 4 e 4’, que podem transferir fase líquida, fase gasosa e sistemas bifásicos, isto é, líquido e gás ao mesmo tempo.

[058] Assim, destaca-se que nas figuras 1 e 2 o meio de controle de pressão 11 e o meio de armazenamento 2 são associados ao veículo automotor, de modo que tal característica não remete a uma obrigatoriedade da presente invenção. [059] Em modalidades igualmente válidas, o meio de armazenamento 2 poderia ser um meio estacionário, deste modo, a utilização de um dispositivo de acoplamento 110 permitiria tornar o sistema independente do caminhão tanque, associando assim o dispositivo de acoplamento 110 ao meio de armazenamento 2 estacionário. Uma representação do dispositivo de acoplamento 110 é ilustrada na figura 3.

[060] Entende-se assim que o dispositivo de acoplamento 110 remete a uma versão isolada do meio de controle de pressão 11 exposto nas figuras 1 e 2, este dotado da mesma função e fluxo de equipamentos.

[061] Assim, a figura 3 ilustra um dispositivo de acoplamento 110 disposto em uma base móvel 30. O dispositivo 110 representado na figura 3 deve ser utilizado em tanques estacionários, que podem ser instalados como proteção permanente em edificações industriais, comerciais além galpões de armazenamento de produtos e insumos. Na figura 3, a indicação 300 representa o local de associação ao meio de armazenamento 2 estacionário. [062] Entende-se assim que os ensinamentos da presente invenção podem ser aplicados a um tanque de armazenamento móvel (figura 2), bem como aplicado a um tanque de armazenamento estacionário, através da utilização do dispositivo de acoplamento 110 representado na figura 3.

[063] Em relação ao conjunto direcionador 3, e tal como já comentado anteriormente, este compreende um meio de transporte 4 (tal como uma mangueira) associado a um meio ejetor 20. Em referência à figura 1 , e de modo apenas exemplificativo, esta configuração da invenção utiliza um par de mangueiras 4 e 4’ em que cada uma delas é associada em um ponto de conexão ao meio de armazenamento 2, tal como se observa da figura 1 .

[064] Em síntese, cada uma das mangueiras 4 e 4’ é apta a transportar dióxido de carbono desde o meio de armazenamento 2 até o conjunto direcionador 3 e meio ejetor 20. Mais especificam ente, entende-se que cada uma das mangueiras 4 e 4’ pode transportar dióxido de carbono em um primeiro estado G e/ou em um segundo estado L, em que o primeiro estado G consiste em dióxido de carbono em estado gasoso e o segundo estado L consiste em dióxido de carbono em estado líquido. Entende-se assim que cada uma das mangueiras 4, 4’ pode transportar CO2 em fase gasosa ou, alternativamente, transportar CO2 em fase líquida. No mais, o transporte de CO2 em estado gasoso e líquido (concomitantemente em uma mesma mangueira) é plenamente aceitável, dentro dos limites do diagrama de fase do dióxido de carbono. As mangueiras flexíveis são feitas, de modo preferencial, porém não limitativo, de elastômeros especiais envoltos em trama de aço inox austenítico (304, por exemplo) ou ferríticos (409, por exemplo).

[065] Das figuras 1 , 4 e 5, observa-se ainda que cada uma das mangueiras 4 e 4’ é associada ao meio ejetor 20 e 20’. O meio ejetor 20 consiste em um lançador 20 apto a expelir (ejetar) dióxido de carbono ao meio ambiente, adicionalmente, o dito lançador 20 pode ser fixado em um suporte 25, tal como ilustra as figuras em questão. Destaca-se que a fixação do lançador 20 ao suporte 25 remete a uma característica apenas exemplificativa da presente invenção, de modo que a não utilização do suporte 25 é tida como plenamente aceitável.

[066] Em síntese, o lançador 20 é formado por um corpo principal 21 associado a um bocal 22, tal como ilustra as figuras 1 , 4 e 5. De modo não limitativo, o corpo principal 21 consiste em um tubo de parede dupla, montado com dois tubos concêntricos de diferentes diâmetros, em que ambas as arestas do tubo externo são soldadas nas arestas do tubo interno. Essa configuração forma um vácuo entre os tubos de diferentes diâmetros. Tal configuração para o corpo principal 21 garante um eficiente isolamento térmico. Ainda, propõe-se que o corpo principal 21 do lançador 20 deve ser embrulhado (envolvido) com espuma expansiva de poliuretano.

[067] Os ensinamentos da presente invenção propõem ainda que o lançador 20 compreenda ao menos uma porção de manuseio 23 apta a proporcionar uma adequada movimentação do lançador 20. De modo não limitativo, a porção de manuseio 23 consiste em um tubo de aço inoxidável com encamisamento de outro tubo de aço e material isolante térmico de alta eficiência, para permitir o manuseio mesmo com as baixas temperaturas do CO2 em fase líquida. A quantidade de porções de manuseio 23 utilizadas não remete a uma característica essencial da presente invenção.

[068] Ainda em referência às figuras 1 , 4 e 5, observa-se que o corpo principal 21 do lançador 20 é associado a um bocal 22. A função do bocal 22, além de obviamente despejar dióxido de carbono para conter a Incêndio, consiste ainda em manter valores de pressão nas mangueiras 4,4’ em níveis aceitáveis (na faixa entre 250 até 350 psig) e permitindo ainda que o CO2 em estado líquido possa se deslocar pelas mangueiras 4, 4’.

[069] Para que o bocal 22 possa manter os valores de pressão das mangueiras 4 e 4’ nos níveis desejados, propõe-se que o lançador 20 compreenda uma porção redutora (ou porção de constrição). Mais especificamente, a dita porção redutora é configurada como uma redução do diâmetro do lançador 20, de modo que, em uma modalidade, a porção redutora ocorre em uma extremidade do bocal 22, tal como uma extremidade adjacente ao meio ambiente (tal como uma primeira extremidade 22A) e que exerça uma constrição do fluxo de CO2. Mais especificamente, propõe-se que a extremidade 22A do bocal tenha um diâmetro reduzido em relação ao restante do bocal 22.

[070] A dita redução do diâmetro na extremidade 22A do bocal 22 permite que a pressão e vazão nas mangueiras 4,4’ sejam mantidas nos níveis desejados, ou seja, em níveis que permitam a manutenção do CO2 em estado líquido para que este possa posteriormente ser ejetado.

[071] Em uma modalidade, a constrição pode ser única, formando um efeito Venturi com a redução progressiva do diâmetro da extremidade 22A a partir do diâmetro do bocal 22. Tal modalidade produziria uma seção longitudinal cónica na extremidade 22A do bocal 22.

[072] Alternativamente, pode-se propor que o bocal 22 seja configurado como câmaras de seção longitudinal elipsoide, interligadas por orifícios de diâmetros decrescentes até a extremidade 22A do bocal 22 adjacente ao meio ambiente.

[073] Em uma modalidade, e tomando a figura 6 (a) como referência, a redução do diâmetro do bocal 22 pode ocorrer gradualmente, em uma modalidade igualmente válida, a extremidade 22A do bocal 22 pode possuir um diâmetro reduzido em relação ao restante do corpo do bocal 22, estabelecendo assim a dita constrição do diâmetro do bocal 22 (conforme representação da figura 6(b)).

[074] Destaca-se ainda que a dita porção redutora pode ser entendida como um elemento disposto internamente ao bocal 22, elemento este que, conforme descrito anteriormente, deve ter um diâmetro reduzido em relação ao diâmetro do bocal 22.

[075] Em modalidades igualmente válidas, a porção redutora não necessariamente precisa estar presente na extremidade do bocal 22 adjacente ao meio ambiente, de modo que dita porção redutora poderia ocorrer em qualquer porção do lançador 20 (meio ejetor 20), tal como na porção 22’ (detalhe 1 ) do lançador 20” exibido na figura 10.

[076] Entende-se assim que o ponto de disposição da referida constrição (porção redutora) não deve ser considerado como uma característica limitativa da presente invenção.

[077] Entende-se desta maneira que dita constrição não necessariamente precisa ocorrer em uma extremidade do lançador 20, 20’, 20”, podendo esta ocorrer em qualquer porção deste, tal como em uma porção intermediária ou em seu terço inicial ou final, de modo que após a referida constrição, o diâmetro do lançador pode retornar ao valor presente antes da constrição.

[078] Em uma modalidade, a dita constrição pode ser de pelo menos 50% (50% ou mais) do valor do diâmetro existente antes da constrição, ou seja, em um diâmetro de 2 polegadas, a constrição pode levar o diâmetro para pelo menos 1 polegada ou até mesmo um valor inferior.

[079] Em modalidades igualmente válidas, o lançador 20, 20’, 20” poderia compreender mais de uma porção redutora disposta ao longo de seu comprimento.

[080] A figura 10 ilustra uma representação de uma possível configuração adicional para o meio ejetor 20”, configuração esta que é ilustrada na figura 10 com a referência numérica 20”. Em síntese, o meio ejetor 20” pode ser entendido como um lançador manual, de modo que em tal lançador manual não se faz necessário a utilização de uma base 25, conforme ilustração das figuras 4, 5, 6 e 7.

[081] Assim, com o lançador manual 20”, há uma maior liberdade de manuseio por parte do operador, podendo este se deslocar visando uma melhor estratégia para o combate do incêndio.

[082] A forma de operação e funcionamento do lançador manual 20” é semelhante àquela já comentada para o lançador ilustrado nas figuras 4, 5, 6 e 7, de qualquer modo, no lançador manual 20” propõe-se que o isolamento térmico (espuma de poliuretano) seja disposto na parte externa do lançador 20”, e mais especificamente na parte externa do corpo principal 21. Na figura 10, o isolamento térmico é representado com a referência numérica 26.

[083] Em referência à porção em destaque exibida na figura 10 (detalhe 1), observa-se a porção redutora do lançador 20”, ou seja, a constrição do diâmetro do lançador 20A e que permite a já comentada retenção do fluxo de CO2 em fase gasosa para que seja possível obter o equilíbrio das pressões nas mangueiras para posterior bombeamento de CO2 em fase líquida. Assim, e tal como previamente descrito, no lançador manual 20” o fluido entra em fase gás até que a pressão interna seja igual a do tanque de armazenamento. Nesse ponto, a fase líquida pode ser bombeada, gerando o Jato de Alta Velocidade com Sublimação (JAVS).

[084] De forma apenas exemplificativa, valores não limitativos para o dimensionamento exposto na figura 10 são ilustrados na tabela abaixo. Obviamente, os valores devem ser considerados de modo apenas exemplificativo, não representando qualquer limitação ao escopo de proteção aqui proposto, de modo que qualquer dimensionamento que se enquadre nos ensinamentos da presente invenção poderia ser utilizado.

[085] Destaca-se que as representações e dimensões da figura 10 não estão em escala. No mais, o lançador 20” pode fazer uso de uma ou diversas porções de manuseio 23, tal como ilustrado na figura em discussão.

[086] Tendo sido descrito os principais componentes que integram o sistema para produzir jatos de dióxido de carbono 10 proposto na presente invenção, será agora abordado um modo preferencial de operação de tal sistema, descrevendo-se assim um método para produzir os jatos de dióxido de carbono 1. A figura 9 ilustra uma representação em blocos das principais etapas que integram o método 1 em questão.

[087] No caso de um incêndio, deve-se inicialmente desenrolar as mangueiras 4,4’ e estendê-las, posteriormente, deve-se operar as válvulas do sistema de modo a retirar CO2 em um primeiro estado G do meio de armazenamento 2 e inseri-lo em cada uma das mangueiras 4,4’ do conjunto direcionador 3. Tal como já comentado anteriormente, o primeiro estado G refere-se ao CO2 em fase gasosa. Entende-se assim que o CO2 em estado gasoso será inserido não somente nas mangueiras 4, 4’ bem como no lançador 20, 20’, 20” do conjunto direcionador 3.

[088] Posteriormente, a metodologia proposta na presente invenção ensina a etapa de reter ao menos uma porção do dióxido de carbono em primeiro estado G no conjunto direcionador 3 (mangueiras 4,4’ e lançador 20, 20’, 20”). A referida etapa compreende ainda e etapa adicional de que uma segunda porção do dióxido de carbono em primeiro estado G pode ser expelida através do conjunto direcionador 3.

[089] Entende-se assim que ao retirar CO2 em estado gasoso do tanque 2, uma primeira porção deste será mantida no conjunto de mangueiras 4,4’ e lançador 20 e uma segunda porção deste poderá será expelida através do lançador 20. De modo que a pressão interna das mangueiras e do conjunto laçador sejam iguais à pressão no interior do tanque de armazenamento. [090] Em síntese, tem-se que no início da produção do Jato de Alta Velocidade com Sublimação (JAVS) apenas CO2 no primeiro estado G pressuriza as mangueiras com praticamente 100% do conteúdo, nos mesmos níveis do tanque de armazenamento 2. Para a produção do Jato de Alta Velocidade com Sublimação de CO2, e tal como será melhor descrito adiante, a bomba de transferência de CO2 no segundo estado L será acionada para desse modo manter uma fração entre 50% a 70% de CO2 sublimado (estado sólido) no jato que será ejetado.

[091] O objetivo das etapas descritas acima consiste em estabelecer em cada uma das mangueiras 4,4’ e no lançador 20, 20’, 20” as mesmas condições de pressão que o CO2 em estado líquido possui dentro do tanque 2, para que assim as demais etapas da metodologia possam ser realizadas. [092] Mais especificamente, com a inserção de CO2 em estado gasoso nas mangueiras 4,4’ e no conjunto direcionador 3, e devido a já comentada porção redutora, ocorrerá um aumento da pressão de tais elementos, atingindo assim as mesmas condições de pressão que o CO2 (em estado líquido) possui dentro do tanque 2. Assim, a presente metodologia propõe a etapa de igualar um valor de pressão do conjunto direcionador P2 (segunda pressão) a um primeiro valor de pressão P1, em que o primeiro valor de pressão P1 deve ser entendido como o valor da pressão do CO2 em estado líquido e que é disposto no meio de armazenamento 2.

[093] Igualados os valores das pressões P1 e P2, na faixa definida no diagrama de fases do CO2 como sendo entre 17 bar e 20 bar, a metodologia proposta na presente invenção ensina ainda a etapa de retirar dióxido de carbono em um segundo estado L do meio de armazenamento 2 e inserir o dióxido de carbono em segundo estado L no conjunto direcionador 3, de modo que, tal como já comentado acima, o segundo estado L refere-se ao CO2 em estado líquido.

[094] Após a inserção do CO2 em segundo estado L no conjunto direcionador 3, a metodologia proposta na presente invenção ensina a etapa de ejetar o dióxido de carbono através do conjunto direcionador 3. Assim, deve-se ejetar (transferir) o dióxido de carbono de uma porção interna 6 do conjunto direcionador 3 para uma porção externa 7 do conjunto direcionador 3, mais especificamente, deve-se entender a porção externa 7 como o meio ambiente em que o conjunto direcionador está disposto, já a porção interna 6 deve ser entendida como a área disposta internamente ao lançador 20 e às mangueiras 4,4’. A figura 7 ilustra de modo apenas exemplificativo a porção interna 6 do conjunto direcionador 3 bem como sua porção externa 7.

[095] Mais especificamente, os ensinamentos da presente invenção propõem que na etapa de ejetar o dióxido de carbono através do conjunto direcionador 3 há a existência de dióxido de carbono em primeiro estado G e em segundo estado L na porção interna 6 do conjunto direcionador, tal como ilustra a figura 7.

[096] De acordo com a metodologia proposta, na porção externa 7 do conjunto direcionador 3 há dióxido de carbono em primeiro estado G e em um terceiro estado S, de modo que o terceiro estado S deve ser entendido como um estado sólido, referência é feita à figura 7. Entende-se assim que ao atingir a porção externa 7 do conjunto direcionador 3 o dióxido de carbono em segundo estado L atinge o terceiro estado S.

[097] A transformação do dióxido de carbono em segundo estado L para o terceiro estado S ocorre devido à queda de pressão no instante em que o dióxido de carbono deixa a porção interna 6 e atinge a porção externa 7 do conjunto direcionador 3, de modo que, em referência à figura 8, observa-se que devido a tal queda de pressão o CO2 passa de uma fase líquida para uma fase sólida.

[098] Assim, o CO2 no segundo estado L é ejetado em gotículas para conter o Incêndio e se converterá em flocos de neve carbónica, (dióxido de carbono em forma de gelo seco), instantaneamente (devido à queda da pressão) e consequentemente facilitará o combate ao incêndio proporcionando diminuição da temperatura quando os flocos de gelo seco absorvem o calor para novamente sofrerem sublimação, retornando ao primeiro estado G. [099] Mais especificamente, propõe-se que o CO2 expelido para a porção externa 7 deve compreender entre 30% a 50% de dióxido de carbono em primeiro estado G e entre 50% a 70% de CO2 em seu estado sólido.

[100] Propõe-se assim um método e sistema para ejetar dióxido de carbono, mais especificamente um método e sistema aptos a controlar e extinguir incêndios, tais como incêndios do tipo “A”, “B” e “C”.

[101] Destaca-se ainda que após a incêndio ter sido controlado, deve- se realizar a metodologia inversa, ou seja, inicialmente bombear CO2 líquido para o meio de armazenamento 2, deixando assim apenas CO2 em estado gasoso no conjunto direcionador 3. Quando da existência apenas de CO2 em estado gasoso, pode-se assim interromper o fluxo de gás no conjunto direcionador 3.

[102] Tal como já comentado anteriormente, diversas são as vantagens originárias dos ensinamentos da presente invenção, tal como o fato de que os jatos de CO2 ejetados podem desequilibrar as entradas de ar do incêndio ao longo de uma linha, reduzindo imediatamente a taxa de queima. No mais, o dióxido de carbono expelido pode criar uma porta para penetrar em grandes compartimentos com um layout de um único ponto de acesso. Ainda, o dióxido de carbono direcionado pode expulsar fumaça e bolsões de gases quentes ou inflamáveis, permitindo que os bombeiros penetrem muito rapidamente nos compartimentos da área conflagrada.

[103] No mais, a temperatura do gelo seco (dióxido de carbono em estado sólido) a 1 atm é de (-109,3 °F) -78 °C. A sublimação de gelo seco exige (245,5 BTU/lb) 571 ,3 kJ/kg, causando resfriamento do compartimento e, como consequência física natural, reduz imediatamente as emissões voláteis de materiais combustíveis sólidos. Para atingir esse objetivo, o conteúdo de gelo seco na corrente de jato deve ser de pelo menos 50%.

[104] Assim, a injeção contínua resultará em redução progressiva da concentração de oxigénio no interior do compartimento e na extinção de todo o fogo, mesmo sob uma pilha de detritos.

[105] Destaca-se ainda que a quantidade de meios de transporte 4,4’ (mangueiras) utilizados não deve remeter a uma característica limitativa da presente invenção, de modo que a utilização de uma única mangueira é aceitável bem como a utilização de mais de uma mangueira (tal como duas ou mais).

[106] Ainda, torna-se também plenamente possível a utilização em conjunto de dois ou mais sistemas para expelir (ejetar) dióxido de carbono.

[107] Nesse sentido, a utilização de um único sistema 10 dotado de duas ou mais mangueiras bem como a utilização de mais de um sistema 10 em conjunto pode permitir regular o movimento de ar/fumaça dentro de um compartimento, compondo diferentes estratégias, como, por exemplo:

[108] Cortinas dinâmicas fluidodinâmicas: podem ser formadas compondo uma matriz de linhas paralelas cercando os pontos de concentração de carga de incêndio, tais como pilhas de mercadorias em um galpão, ou um conjunto de bombas de transferência de inflamáveis em uma mesma bacia de contenção. Operar a matriz em um movimento de varredura afastará bolsões de fumaça ou gás inflamável de um ponto crítico ou conduzirá a massa ao longo de um ponto de exaustão.

[109] Matriz binária - Essa estratégia consiste em posicionar duas mangueiras em linhas paralelas e direções opostas. Esse disparo pode induzir um movimento circular no compartimento do ar, fumaça ou gases quentes, permitindo que a massa de CO2 alcance as zonas atrás dos objetos e /ou dos elementos da estrutura que estejam no alinhamento do disparo do jato para extinção, isto é, colunas vigas, paredes divisórias e outros.

[110] No mais, o sistema 10 e método 1 propostos na presente invenção podem ser vantajosos para determinadas aplicações militares, por exemplo: (a) resfriamento preventivo de munição e armazenamento de explosivos, em caso de ocorrência de qualquer fonte de radiação térmica próxima, (b) Uso em incêndios internos de classe “B”, particularmente em: casas de turbinas de navios de guerra; armazenagem de combustível confinado e operações de abastecimento no convés, em porta-aviões, (c) criação de câmaras frias no campo, para preservação de corpos humanos (necrotério), no caso de um grande número de mortes, devido a um ato hostil ou desastre natural e (d) esterilizar edifícios após um ataque terrorista com qualquer tipo de microrganismo aeróbico patogênico, tal como o Anthrax. Isso pode ser feito usando os ensinamentos da presente invenção para eliminar todo o oxigénio dentro do compartimento, durante 24 horas.

[111] Descreve-se assim um método e sistema aptos a controlar e extinguir incêndios.

[112] Em harmonia com os ensinamentos previamente descritos, a presente invenção aborda também um meio ejetor 20, 20’, 20” configurado para expelir jatos de dióxido de carbono, o meio ejetor 20, 20’, 20” associável a um meio de armazenamento 2, em que o meio de armazenamento 2 é associado a uma primeira pressão Pi e o meio ejetor 20, 20’, 20” é associado a uma segunda pressão P2, em que o meio ejetor 20, 20’, 20” é configurado para igualar o valor da primeira pressão P1 com o valor da segunda pressão P2 através de uma redução do diâmetro do meio ejetor 20, 20’, 20” através da já comentada porção redutora.

[113] Em harmonia com a descrição previamente realizada, a redução do diâmetro do meio ejetor 20, 20’, 20” pode ocorrer em seu bocal 22, mais especificamente em uma primeira extremidade 22A do bocal 22, dita primeira extremidade 22A sendo disposta de modo adjacente a uma porção externa 7.

[114] Ainda, destaca-se que que a primeira pressão P1 representa o valor da pressão do dióxido de carbono em um segundo estado L disposto em um meio de armazenamento 2, já a segunda pressão P2 representa a pressão do meio ejetor 20, 20’, 20”. Ademais, o bocal 22 compreende uma segunda extremidade 22B oposta à primeira extremidade 22A, em que a segunda extremidade 22B é associada a um corpo principal 21 do meio ejetor 20, 20’, 20”.

[115] Adicionalmente, e em harmonia com a descrição previamente realizada, a presente invenção aborda também o uso de um fluido com mistura bifásica de CO2 no combate a incêndios, em que o fluido compreende CO2 em um primeiro estado e em um terceiro estado, de modo que o fluido compreende ainda pelo menos 50% de CO2 em estado sólido. [116] Ademais, o uso de tal fluido é compatível com a metodologia e sistemas previamente abordados, sendo ainda compatível com o meio ejetor descrito e proposto na presente invenção.

[117] Por fim, destaca-se que qualquer referência a faixa de valores realizada na presente descrição deve obviamente compreender os limites mínimo e máximo da faixa indicada, bem como qualquer valor disposto entre tais limites. Por exemplo, uma faixa de valores entre 5 e 10 mm deve compreender os limites mínimo e máximo (5 e 10) bem como qualquer valor entre tais limites.

[118] Assim, os ensinamentos da presente invenção se baseiam no controle de pressão no sistema de transferência e linhas de disparo, de modo que tal controle é feito pela injeção controlada das fases do CO2 separadamente, isto é, a fase líquida pode ser injetada separadamente da fase gasosa. A injeção inicial de fase gasosa pura permite pressurizar o sistema de transferência e linhas de disparo progressivamente sem que ocorra solidificação de CO2 (formação de gelo seco) no interior dos elementos citados.

[119] Assim, no início do acionamento do conjunto, a pressão no interior do sistema de transferência e linhas de disparo estará abaixo do necessário para a circulação da fase líquida. O controle da pressão é feito com injeção de carga de fase gasosa no sistema de transferência e linhas de disparo. A combinação da pressão do tanque de armazenamento 2, com a vazão no sistema de transferência e a constrição do fluxo do fluido gasoso, podendo ocorrer na extremidade do meio ejetor, provocará uma elevação progressiva da pressão no interior do sistema de transferência e linhas de disparo, até que essa esteja equalizada com a pressão do tanque de armazenamento.

[120] Nesse ponto, o fluxo de CO2 em fase líquida, impulsionado pela operação da bomba, poderá ser direcionado para o sistema de transferência e linhas de disparo, produzindo assim um jato de alta velocidade com sublimação (JAVS) na extremidade do lançador, sem solidificação no interior do conjunto direcionador (sistema de transferência + linhas de disparo + lançador). [121] Tendo sido descrito um exemplo de concretização preferido, deve ser entendido que o escopo da presente invenção abrange outras possíveis variações, sendo limitado tão somente pelo teor das reivindicações apensas, aí incluídos os possíveis equivalentes.