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Patent Searching and Data


Title:
VALVED TUBE
Document Type and Number:
WIPO Patent Application WO/2020/014754
Kind Code:
A1
Abstract:
A VALVED TUBE formed of: an intermediate mounting body (1) fixed to the toothed neck (2) of a tube (3) and surrounded by a lid (4); a tubular plunger (5); a stopper (6) which has its lower end integrated with the internal diameter of the upper end of the tubular plunger (5) and is positioned such that it closes or opens a hole (7) in the recessed top of the lid (4) from which the product is dispensed; an automatic retention valve (8) mounted in the internal, lower portion of the intermediate mounting body (1), said valve opening when there is internal pressure inside the tube (3) and closing when it returns to its original position; a first flow controller (9) arranged inside the tubular plunger (5) and below the stopper (6); and a second flow controller (10) arranged at the inside upper end of the tubular plunger (5) and around the stopper (6).

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Inventors:
ZEMBROD ERIC (BR)
Application Number:
PCT/BR2018/050242
Publication Date:
January 23, 2020
Filing Date:
July 17, 2018
Export Citation:
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Assignee:
ZEMBROD ERIC (BR)
International Classes:
A45D40/00; B65D35/46; B65D47/06
Foreign References:
BR102014016690A22016-02-16
BR102014016689A22016-02-16
US20120267391A12012-10-25
US6685062B12004-02-03
Attorney, Agent or Firm:
BRUNNER, Marcelo (BR)
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Claims:
REIVINDICAÇÕES

1) BISNAGA VALVULADA, caracterizada por compreender:

- corpo intermediário de montagem (1), cilíndrico, tendo a extremidade inferior fixada ao gargalo denteado (2) de uma bisnaga conhecida (3) do tipo fabricada em material plástico com memória para retornar à sua posição original quando a mesma deixar de ser premida;

- uma tampa (4), cilíndrica ou ovalada e semigirável nos dois sentidos, que envolve e está acoplada no lado superior do corpo intermediário de montagem (1);

- embolo tubular (5), cujo diâmetro interno forma câmara de passagem para o produto, como também está montado deslizavelmente no interior do corpo intermediário de montagem (1) e está interligado com a tampa (4) para ser movimentado para cima e para baixo;

- um batoque (6), tendo a sua extremidade inferior integrada ao diâmetro interno da extremidade superior do embolo tubular (5) e orientado para fechar ou abrir um furo (7) no topo rebaixado da tampa (4) de saída de produto;

- uma válvula de retenção automática (8) montada na parte interna e inferior do corpo intermediário de montagem (1), onde dita válvula abre quando existe pressão interna na bisnaga (3) e fecha quando a mesma retorna para a sua posição original;

- um primeiro controlador de fluxo (9) disposto no interior do embolo tubular (5) e abaixo do batoque (6); e

- um segundo controlador de fluxo (10) disposto na extremidade interossuperior do embolo tubular (5) e ao redor do batoque (6) .

2) BISNAGA VALVULADA, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de o corpo intermediário de montagem (1) ser constituído por uma primeira parede circular (11), cujo diâmetro externo possui ressalto anelar (12) de acoplamento para a tampa (4) e cooperantes para que a mesma possa sofrer semigiros nos dois sentidos; dito corpo intermediário de montagem (1), pelo lado interno, centraliza uma camisa (13) interligada com a primeira parede circular (11) por meio de outra parede radial (14), formando entre ambas um espaçamento (15) alojador da tampa (4); dita camisa (13) possui um diâmetro intermediário (16) de alojamento deslizante para o êmbolo tubular (5); um diâmetro superior maior (17) com meios (18) para acoplar o dito êmbolo tubular (5) e cooperantes para que o mesmo seja movimentado para cima e para baixo; e um diâmetro inferior menor (19), este último forma uma sede interna (20) para a válvula de retenção automática (8) .

3) BISNAGA VALVULADA, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de o embolo tubular (5) apresentar a sua extremidade superior com duas projeções radialmente opostas na forma de pinos seguidores (21), que são acoplados aos meios (18) do corpo intermediário (1) e, para tanto, a camisa (13) possui o seu diâmetro interno com alívios (22), opostamente localizados e, nestas mesmas regiões, a parede da camisa (13) é vazada por rasgos que formam carnes (23), simétricos, com os respectivos tops (24); dito embolo tubular (5) é encaixado no interior da camisa (13), onde os pinos seguidores (21) passam forçadamente pelos alívios (22) e são encaixados nos carnes (23) e, neste ponto, existe um espaçamento (25) entre o diâmetro superior maior (17) da camisa (13) e o embolo tubular (5), onde ocorre o acoplamento entre dito êmbolo tubular (5) e a tampa (4) .

4) BISNAGA VALVULADA, de acordo com a reivindicação 1, caracteri zado pelo fato de a tampa (4) ser constituída por três paredes concêntricas, sendo uma parede externa (26), uma intermediária (27) e uma interna (28) mais baixa que a anterior, esta última encaixável naquele espaçamento (25), como também possui dois rasgos verticais opostos (29), onde são acoplados os pinos (21) do êmbolo tubular (5), enquanto que a parede intermediária (27) possui o seu diâmetro interno dotado de uma canaleta (30) de encaixe daquele ressalto anelar (12), de modo que dita tampa possa girar nos dois sentidos, porém, fica impedida de soltar axialmente.

5) BISNAGA VALVULADA, de acordo com a reivindicação 1, caracteri zado pelo fato de a válvula de retenção automática (8) ser formada em peça única em forma de taça, definida por uma parte central cilíndrica (31), cuja extremidade inferior alarga-se e forma flange troncônico (32), enquanto a extremidade superior alarga- se na forma de copo troncônico (33), o qual externamente acomoda-se em um ponto anelar de vedação (34) formado no trecho de ligação (35) entre os diâmetros (19) e (16) do corpo intermediário (1); dita sede de vedação (20) inclui nervuras verticais (36), cujas extremidades superiores são orientadas radialmente para dentro e formam dentes retentores (37), estes com inclinações superiores compatíveis com o diâmetro afunilado do flange (32), para que o mesmo passe por entre os ditos dentes e ficar impedido de soltar novamente, como também por entre os ditos dentes fica posicionada a parte central cilíndrica (31), cuja altura define o curso que determina a abertura e o fechamento da referida válvula de retenção automática (8) .

6) BISNAGA VALVULADA, de acordo com a reivindicação 1, caracteri zado pelo fato de o primeiro controlador de fluxo (9) ser uma peça cilíndrica disposta com interferência no interior do embolo tubular (5) e abaixo do batoque (6), como também dito controlador de fluxo (9) é vazado verticalmente por furo (38) inferiormente alargado de forma troncônica (39) .

7) BISNAGA VALVULADA, de acordo com a reivindicação 1, caracteri zado pelo fato de o segundo controlador de fluxo (10) ser uma peça anelar encaixada com interferência no batoque (6) e sobre a sua base, como também é vazado por furos verticais (40), os quais formam passagens para o produto a ser dispensado.

8) BISNAGA VALVULADA, de acordo com a reivindicação 1, caracteri zado pelo fato de incluir apenas um dos dois controladores de fluxo (9) e (10) .

9) BISNAGA VALVULADA, de acordo com a reivindicação 1, caracteri zado pelo fato de, em uma variação construtiva, a tampa (4) possuir uma capa externa (41) de acabamento e que acompanha o seu feitio, incluindo o furo (7) .

10) BISNAGA VALVULADA, de acordo com a reivindicação 1, caracteri zado pelo fato de, em outra variação construtiva, a tampa (4) integrar um massageador (42) formado por vários alojamentos semiesféricos (43) ao redor do furo (7), onde cada alojamento inclui um furo

(44) de passagem para o produto, como também cada alojamento inclui detalhes de retenção para uma esfera

(45), porém, permitindo que a mesma gire livremente em todos os sentidos e apresente também uma folga suficiente entre a mesma e o correspondente alojamento semiesférico (43), de modo que o produto dispensado possa ser distribuído por toda região do massageador (42) .

Description:
BISNAGA VALVULADA.

Campo da Invenção .

[01] Mais particularmente a presente Invenção refere-se a embalagem do tipo bisnaga, cujo contentor é fabricado em material plástico com memória para retornar a sua forma original depois de ser premido. 0 corpo contentor possui o seu gargalo combinado com um mecanismo para controle do produto a ser dispensado. Neste mecanismo a abertura e o fechamento são definidos por uma válvula inferior automática e um batoque superior de acionamento manual realizado com um giro de uma tampa. Ao se girar a tampa o batoque se desloca para a posição aberta e, em seguida, ao se premer o contentor, a válvula inferior também é deslocada para a posição aberta, permitindo a passagem do produto. Ao se deixar de premer o contentor, a pressão deixa de existir e passa a ter um efeito de sucção, fazendo com que a válvula inferior seja levada para a posição fechada, de modo que em seguida o batoque possa ser levado para a posição fechada. Proporcionando um fechamento estanque sem entrada de ar.

[02] Por outro lado, entre o batoque de acionamento manual e a válvula automática, existem meios para controlar o fluxo de saida do produto.

Estado da técnica.

[03] Atualmente existem inúmeras embalagens com recursos semelhantes aos mencionados acima, tal como ensinam, por exemplo, os documentos: BR102014016689, BRl 02014016690, US6745781, US6793431, US7309184, US7824124 , US8226319, US8714857, US6685062, US6962273,

US7938298, US8052016, US8499970, US8622254, US8631975,

US8690022 , US8863988, US8881946, US2013108349,

US20020014254, US20020090247, US20030057236, US20030057236 e CN103826753A. Logicamente cada documento descreve um dispositivo com uma construção peculiar para ser utilizado em diferentes embalagens, de modo que o seu conteúdo de fácil fluidez, semissólidos, possa ser ejetado e aplicado da forma desejada, sempre para oferecer uma maneira eficiente no manuseio, controle e aplicação do produto.

[04] O estado da técnica oferece dispositivos para que o conteúdo de uma embalagem possa ser ejetado e dispensado de forma adequada sobre um local qualquer. O produto geralmente é um cosmético ou fármaco. Tais dispositivos também são desenvolvidos para embalagens formadas por reservatório rigido ou na forma de tubos ou bisnagas flexíveis. Nos dois casos, quando se deseja impedir a entrada de ar (air less) são previstos mecanismos valvulados complexos, alguns com molas e outros com partes equivalentes e, ainda, podem incluir componentes que funcionam como válvula de retenção.

[05] Destacam-se também outros dispositivos que funcionam por sistema com êmbolo, onde o seu funcionamento promove sucção (vácuo) no interior da embalagem e força o produto para fora e, nesta condição, evita a entrada de ar. Este sistema geralmente é adotado em embalagens rígidas, entretanto, existem técnicas variáveis que permitem o seu uso em embalagens flexíveis de porte relativamente grande. [06] Os dispositivos dispensadores conhecidos realmente evitam a entrada de ar no interior da embalagem, entretanto, com a desvantagem de somarem uma quantidade considerável de componentes móveis, tais como: válvulas, êmbolos, botões, gatilhos e outros. Cada projeto é limitado com dimensionamento minimo que normalmente não atende embalagens de tamanho reduzido ou de capacidade reduzida, tal como aquelas utilizadas nos setores de cosméticos e de fármacos para embelezamento ou tratamento de regiões da face, notadamente ao redor dos olhos .

[07] Os dispositivos convencionais também apresentam como desvantagem o fato de não possuírem meios para controle preciso do fluxo durante a saída do produto. Esse controle inadequado se agrava ainda mais em embalagens com tamanhos reduzidos, pois, como se sabe, alguns tratamentos exigem ínfimos volumes de produto a cada aplicação. É notório que os produtos apresentam uma gama considerável de viscosidade e, assim, o comportamento do fluxo em pequenas quantidades nas embalagens convencionais não é realizado como desejado.

[08] Diante disso, atualmente o setor de embalagens apresenta uma lacuna desvantajosa pela falta de um sistema que evita a entrada de ar e que permita um controle preciso do fluxo de produto e, ainda, tenha um dispositivo com válvulas para ser montado em embalagens flexíveis e que devido o seu formato diferenciado possibilita uma aplicação mais apropriada, consequentemente, quando uma determinada embalagem necessita de um dispositivo de tal natureza, os dispositivos conhecidos acabam por aumentar consideravelmente o custo final do conjunto e, mesmo assim, a sua utilização não atinge todos os parâmetros desejados .

Objetivos da Invenção.

[09] 0 primeiro objetivo da invenção é a concretização de uma bisnaga com uma câmara de saida que possui internamente três controles distintos de fluxo do produto: a) abertura em dois pontos, um automático e outro manual; b) fechamento estanque em dois pontos, um automático e outro manual, e c) controle de vazão do produto entre os dois pontos de abertura e fechamento.

[10] 0 segundo objetivo da invenção é prever meios eficientes de abertura e fechamento estanque, ambos realizados por uma válvula inferior automática e um batoque superior de acionamento manual, este último realizado com um giro de uma tampa. Ao se girar a tampa o batoque se desloca para a posição aberta e, em seguida, ao se premer o contentor, a válvula inferior também é deslocada para a posição aberta, permitindo a passagem do produto. Ao se deixar de premer o contentor, a pressão deixa de existir e passa a ter um efeito inverso de sucção, fazendo com que a válvula inferior seja levada para a posição estanque, de modo que em seguida o batoque possa ser levado para a posição fechada. Proporcionando um fechamento estanque sem entrada de ar.

[11] 0 terceiro objetivo da invenção é prever meios para controlar a vazão de produto entre a válvula inferior e o batoque superior. Estes meios são componentes na forma de estranguladores, dispostos em pontos estratégicos, cada um deles vazado por orifício condizente para que o fluxo possa ser controlado, consequentemente, é possível controlar com precisão a quantidade de produto dispensado.

[12] 0 quarto objetivo da invenção é uma configuração para que todo conjunto, ou seja, a válvula, o batoque e os estranguladores, sejam montados em uma câmara tubular de saída, caracterizando um conjunto com dimensionamento muito reduzido, de modo que o mesmo possa ser montado em bisnagas de capacidades reduzidas normalmente utilizadas nos setores de cosméticos, fármacos, alimentícios e químicos.

[13] 0 quinto objetivo da invenção é permitir que embalagens de reduzidas capacidades substituam os tradicionais meios de controle de fluxo do tipo bomba (pump) ou semelhantes, consequentemente, ocorre também uma redução acentuada do custo final do conjunto.

[14] Como já foi dito, a presente embalagem valvulada foi desenvolvida para ter um contentor de pequeno volume, entretanto, em testes laboratoriais foi comprovado que também é vantajoso o seu uso em embalagens com contentores maiores, principalmente no que se refere ao custo final.

Descrição dos desenhos .

[15] Para melhor compreensão da presente Invenção, é feita em seguida uma descrição detalhada da mesma, fazendo-se referências aos desenhos anexos:

FIGURA 01 representa uma vista em perspectiva e uma vista em corte transversal, ambas parciais, mostrando o conjunto montado;

FIGURA 02 ilustra uma perspectiva explodida em ângulo superior mostrando com detalhes cada componente do conjunto;

FIGURA 03 ilustra uma perspectiva explodida em ângulo inferior, mostrando outros detalhes de cada componente ;

FIGURA 04 é uma perspectiva explodida com dois detalhes ampliados, colocando em destaque o êmbolo e o corpo principal do conjunto;

FIGURA 05 mostra uma vista em corte transversal do conjunto montado e um detalhe ampliado em perspectiva também em corte somente da tampa;

FIGURA 06 representa também uma vista em corte transversal do conjunto montado, porém, acompanhado de um detalhe ampliado da válvula de retenção;

FIGURA 07 vista em corte transversal acompanhado de um detalhe ampliado de um dos controladores de fluxo;

FIGURA 08 é uma vista em corte transversal acompanhada de um detalhe ampliado de outro controlador de fluxo;

FIGURA 09 representa uma vista em corte transversal do conjunto montado mostrando uma variação construtiva da tampa; e a

FIGURA 10 mostra uma perspectiva explodida e uma vista em corte transversal, mostrando uma outra variação construtiva.

Descrição detalhada da invenção .

[16] De acordo com estas ilustrações e em seus pormenores, mais particularmente as figuras 1, 2 e 3, a presente Invenção, BISNAGA VALVULADA, está caracterizada pelo fato de compreender:

- corpo intermediário de montagem (1), cilíndrico, tendo a extremidade inferior fixada ao gargalo denteado (2) de uma bisnaga conhecida (3) do tipo fabricada em material plástico para ser premida e com memória para retornar à sua posição original quando a mesma deixar de ser premida;

- uma tampa (4), cilíndrica ou ovalada e semigirável nos dois sentidos, que envolve e está acoplada no lado superior do corpo intermediário de montagem ( 1 ) ;

- embolo tubular (5), cujo diâmetro interno forma câmara de passagem para o produto, como também está montado deslizavelmente no interior do corpo intermediário de montagem (1) e está interligado com a tampa (4) para ser movimentado para cima e para baixo;

- um batoque (6), tendo a sua extremidade inferior integrada ao diâmetro interno da extremidade superior do embolo tubular (5) e orientado para fechar ou abrir um furo (7) no topo rebaixado da tampa (4) de saída de produto;

- uma válvula de retenção automática (8) montada na parte interna e inferior do corpo intermediário de montagem (1), onde dita válvula é prevista para abrir quando existir pressão interna na bisnaga (3) e fechar quando a mesma retornar para a sua posição original;

um primeiro controlador de fluxo (9) disposto no interior do embolo tubular (5) e abaixo do batoque (6); e

- um segundo controlador de fluxo (10) disposto na extremidade interossuperior do embolo tubular (5) e ao redor do batoque (6) .

[17] A figura 4, mostra com detalhes o corpo intermediário de montagem (1), por onde se verifica que o mesmo é formado por uma primeira parede circular (11), cujo diâmetro externo possui ressalto anelar (12) de acoplamento para a tampa (4) e cooperantes para que a mesma possa sofrer semigiros nos dois sentidos. O corpo intermediário de montagem (1), pelo lado interno, centraliza uma camisa (13) interligada com a primeira parede circular (11) por meio de outra parede radial (14), formando entre ambas um espaçamento (15) alojador da tampa (4) . A camisa (13) possui três diâmetros: um diâmetro intermediário (16) de alojamento deslizante para o êmbolo tubular (5); um diâmetro superior maior

(17) com meios (18) para acoplar o dito êmbolo tubular (5) e cooperantes para que o mesmo seja movimentado para cima e para baixo; e um diâmetro inferior menor (19), este último forma uma sede interna (20) para a válvula de retenção automática (8), de modo que a mesma possa ser movimentada para cima e abrir quando ocorre pressão interna na bisnaga conhecida (3) e ser movimentada para baixo quando a situação se inverte, ou seja, quando a bisnaga conhecida (3) deixa de ser premida.

[18] Ainda com relação à figura 4, o embolo tubular (5) apresenta a sua extremidade superior com duas projeções radialmente opostas na forma de pinos seguidores (21), que são acoplados aos meios (18) do corpo intermediário (1) e, para tanto, a camisa (13) possui o seu diâmetro interno com alívios (22), opostamente localizados e, nestas mesmas regiões, a parede da camisa (13) é vazada por rasgos que formam carnes (23), simétricos, com os respectivos tops (24). Nesta condição, o embolo tubular (5) é encaixado no interior da camisa (13), onde os pinos seguidores (21) passam forçadamente pelos alívios (22) e são encaixados nos carnes (23) e, neste ponto, existe um espaçamento

(25) (ver fig. 5) entre o diâmetro superior maior (17) da camisa (13) e o embolo tubular (5), onde ocorre o acoplamento entre dito êmbolo tubular (5) e a tampa (4) .

[19] Com relação a figura 5, a tampa (4) é definida por três paredes concêntricas, sendo uma parede externa

(26), uma intermediária (27) e uma interna (28) mais baixa que a anterior, esta última encaixável naquele espaçamento (25), como também possui dois rasgos verticais opostos (29), onde são acoplados os pinos (21) do êmbolo tubular (5), enquanto que a parede intermediária (27) possui o seu diâmetro interno dotado de uma canaleta (30) de encaixe daquele ressalto anelar (12), de modo que dita tampa possa girar nos dois sentidos, porém, fica impedida de soltar axialmente.

[20] Os giros nos dois sentidos da tampa (4) são transmitidos para os pinos (21) que deslizam nos carnes (23) onde o dito êmbolo é deslocado para cima ou para baixo o que permite abrir ou fechar o furo (7) de saída do produto através do batoque (6) .

[21] A figura 6 mostra os detalhes da válvula de retenção automática (8), por onde se verifica que a mesma é formada em peça única em forma de taça, definida por uma parte central cilíndrica (31), cuja extremidade inferior alarga-se e forma flange troncônico (32), enquanto a extremidade superior alarga-se na forma de copo troncônico (33), o qual externamente acomoda-se em um ponto anelar de vedação (34) formado no trecho de ligação (35) entre os diâmetros (19) e (16) do corpo intermediário (1) . A válvula de retenção automática (8) é retida no interior da sede de vedação (20) que, ainda, inclui nervuras verticais (36), cujas extremidades superiores são orientadas radialmente para dentro e formam dentes retentores (37), estes com inclinações superiores compatíveis com o diâmetro afunilado do flange (32), para que o mesmo passe por entre os ditos dentes e ficar impedido de soltar novamente, como também por entre os ditos dentes fica posicionada a parte central cilíndrica (31), cuja altura define o curso que determina a abertura e o fechamento da referida válvula de retenção automática (8), pois, como já foi dito, a mesma é prevista para abrir quando existir pressão interna na bisnaga (3) e fechar quando a mesma retornar para a sua posição original.

[22] Observando-se a figura 7, o primeiro controlador de fluxo (9) é uma peça cilíndrica disposta com interferência no interior do embolo tubular (5) e abaixo do batoque (6), como também dito controlador de fluxo (9) é vazado verticalmente por furo (38) inferiormente alargado de forma troncônica (39), configurando uma passagem estrangulada para o produto a ser dispensado. Este componente constitui ponto variável, principalmente no que se refere ao dimensionamento do furo (38) e conicidade (39), de modo que se torna um componente para ajuste preciso do fluxo de produto de acordo com a sua viscosidade, tornando possível adequar o conjunto para produtos líquidos e semissólidos com uma gama considerável de viscosidade.

[23] Com relação a fiqura 8, o sequndo controlador de fluxo (10) é uma peça anelar encaixada com interferência no batoque (6) e sobre a sua base, como também é vazado por furos verticais (40), os quais formam passaqens para o produto a ser dispensado. Da mesma forma que o controlador anterior (9), este também constitui ponto de ajuste e controle da velocidade do fluxo de produto, o que permite precisão no controle de produto que é ejetado.

[24] Dependendo do produto contido na embalaqem, o conjunto poderá incluir os dois controladores de fluxo (9) e (10) ou incluir apenas um deles. Loqicamente tais variações dependem das características de viscosidade de cada produto.

[25] A fiqura 9 mostra uma variação construtiva para a tampa (4), por onde se verifica que a mesma possui uma capa externa (41) de acabamento e que acompanha o seu feitio, incluindo o furo (7) . Esta capa de acabamento é obtida em material adequado para tornar possível oferecer acabamentos diferentes para a mesma tampa, o que enriquece o desiqn do conjunto.

[26] A fiqura 10 mostra outra variação construtiva para a tampa (4), por onde se verifica que a mesma inclui um massageador (42) formado por vários alojamentos semiesféricos (43) ao redor do furo (7), onde cada alojamento inclui um furo (44) de passagem para o produto, como também cada alojamento inclui detalhes de retenção para uma esfera (45), porém, permitindo que a mesma gire livremente em todos os sentidos e apresente também uma folga suficiente entre a mesma e o correspondente alojamento semiesférico (43), de modo que o produto dispensado possa ser distribuído por toda região do massageador (42) e deste sobre a pele do usuário.

[27] 0 funcionamento do conjunto é o mesmo para a versão construtiva principal e as demais. Este funcionamento é realmente muito simples, ou seja, inicialmente a tampa (4) é girada no sentido de abrir, consequentemente, os pinos seguidores (21) deslizam nos carnes (23) que, além de limitarem este giro, desloca o embolo (5) para baixo o suficiente para liberar a abertura (7) . Feito isto, a bisnaga (3) é suavemente premida, momento em que ocorre um amento da pressão interna fazendo com que o produto seja forçado contra a válvula de retenção automática (8) deslocando-a da sua sede de vedação (20) e, com isso, é estabelecido um fluxo de produto que, por sua vez, passa por dentro do êmbolo (5) e por dentro dos controladores de fluxo (9) e (10), para em seguida passar pela saída (7) e se acumular sobre a parte rebaixada da tampa (4), logicamente para o seu pronto consumo. O mesmo funcionamento valvular ocorre com o massageador (42), porém, neste caso o produto é aplicado por meio de massagens, enquanto no anterior a porção dispensada é pescada com a ponta do dedo e aplicado na região desejada .